Bolívia. La Paz, Chacaltaya e muito chá!

Rolê “fast-food” em La Paz por 3 dias

Opa salve salve!
Nesse primeiro #deunacuca #derolê vou mostrar um pouco de uma trip que rolou para Bolívia (na verdade já saímos do Brasil com tudo certo para fazer Bolívia e Peru com os destinos pré definidos) mas esse post fica por conta dos 3 dias em La Paz.

Nunca tinha ido para Bolívia, “marinheirasso” de primeira viagem, principalmente com a altura, ainda não sabia o que me esperava por lá rsrs. Logo no início saindo do Brasil rolaram alguns atrasos com o passaporte de uma pessoa bem especial e no final, ou início rsrs tive que ir sozinho.

Primeiro dia? Ou noite em La Paz!
Chegada na capital foi a noite, não tinha hotel nem nada reservado. O trânsito daquele cidade não era nada comparado ao pacato trânsito de Vitórinha. Entrei no primeiro taxi que vi e pedi para seguir para o centro.

O taxista era bem acelerado, eu estava bem empolgado, acabou que a conversa fluiu bem, eu com meu “portunhol” e ele totalmente receptivo, hospitaleiro, querendo me mostrar um pouco da cidade no caminho até o hostel que ele me indicou.

Em La Paz, assim como toda cidade existem os semáforos, mas lá ninguém respeita nada, é na base do peito ou “bom senso” e muita, mas muita buzina hahaha!
No caminho para o hostel passamos por várias praças, uns lugares movimentados, restaurantes, museus, igrejas, boates. Passamos. Depois acordei para a realidade, eu não tinha muita grana pra trip, estava curta, chegando no hostel, olhei pra um lado e pro outro e se não me engano o taxista já olhou pra minha cara, abriu aquele sorrisão apontou pro valor e falou “hasta luego hermano, gracias”. Peguei as mochilas e só veio na cabeça, “agora é nóis irmão”.

O hostel era bem simples, isolado, o cheiro antigo bem forte, minha fome aumentava, a rinite também, junto com a “fungação” e o melhor, a dor de cabeça forte que chegou junto com a fome e o corpo já sentindo a altitude ou o “mal de soroche”, sim! O mal de soroche, se você tem problemas com altitude, amigo ou amiga um conselho que eu dou, assim que chegar no aeroporto compre as “Sorojchi Pills”, como diz o outro “o bagulho é doido” não queria experimentar essa sensação.

Troquei uma idéia com a senhorazinha, simpática pra caramba (todos, todos em La Paz que conheci e conversei, totalmente receptivos, um povo muito humilde mas com um coração grande e de ouro) falei de onde era, quantos dias iria passar, quando falei “Brasil” aí que ela ficou mais feliz. Mas aquela dor de cabeça não largava, junto com enjôo, o restaurante do hostel já estava fechado, já era tarde e o comércio fechava cedo, dei um rolê ainda pela banda que havia me acomodado mas por perto não tinha nada, voltando pra pro hostel, comi uns biscoitos, agua pra dentro muita água e vamos tentar dormir. Cadê que dorme? A cabeça doía tanto que  nem sei como consegui dormir, mas essa parte a gente pula, boa noite galera!

Segundo dia, vem ni mim chá de coca e Sorojchi Pills
Acordei com o carnaval de “Olinda” tocando na minha cabeça, desespero total, só pensava em descer aquela altitude toda, a palavra era desespero na cabeça. Tomei um banho e desci pro café da manhã. Cheguei na salinha, tinham alguns pães, um jovem na recepção do café assistindo Chaves, sim assistindo Chaves e caindo na gargalhada, eu queria rir também mas não conseguia por que o bate-bate na cabeça era mais forte.

Comi um pão com uma pasta que dava uma boa fingida e suco, isso assistindo Chaves e o conversando com o brother e falando da dor, ele riu e falou “espere un pouco Brasil”.  Quando ele voltou, comentou para eu tomar o chá que ele trouxe e disse que em 5 minutos ia passar e me deu 2 pilulas e falou pra tomar de 3 em 3hrs. Perguntei o que eram aqueles folhas, e ele falou “coca”, pronto! Pensei, vou ficar doidasso na Bolívia agora, doiderada, chá de coca no café da manhã #etaaaa. Santa ignorância, o chá de coca serve simplesmente para dilatar os brônquios e melhorar sua respiração em 200%. Tomei aquele chá, em menos de 3 minutos a dor passou, tontura, enjôo, acabou, zerado!

Olhei pra cara daquele “santo irmão boliviano” e falei “trás toda coca, quero tudo que tiver aí, yo soy Escobar” e a gente caiu na gargalhada e agora sim, o rolêzim ia começar.

Coca é vida!

Mato na bolsa, sorojchi pills compradas, vamos de rolé agora e ver o que a cidade tem. Só que tinha um porém, a galera do hostel era 10 mas o local infelizmente era bem afastado, só pra chegar perto do centro tinha que andar quase 8km e ficar pegando táxi não rolava. Nesse dia já saí pro centro de olho em outros hostels e com a mochila nas costas, pois tinha pago só a noite naquele hostel (que saiu no máximo por 20 pesos bolivianos, a conversão no ano de  2014, estava 10 pesos / 3 reais)

Acabou que no rolê achei um hostel (mil desculpas mas não me recordo nem por reza do nome do hostel, mas foi um achado rsrs) bem maneiro que localizado na rua Sagarnaga, essa rua tem várias lojinhas para comprar aqueles “balangandãs” pra família, decoração pra casa, misticismo e o que você imaginar. Ao lado desse hostel que estava hospedado, descobri o melhor lugar para tomar os “desayunos” e trocar ideias com pessoas do mundo inteiro, “Cafe del Mundo”, era gente chegando de manhã tarde e noite. No café da manha eu sempre pedia umas “almôndegas” rs digo pelo tamanho e formato, que eram muito boas. Fora os outros itens do cardápio. Se algum dia for lá, da uma passadinha que vale a pena.

Rua Sagarnada, no final dela se junta com a Igreja São Francisco. Uma bela igreja, a noite sua iluminação é de encher os olhos, valeu uma selfie!

Show, hostel ok, ponto do café ok, bora alinhar o roteiro e rodar um pouco, acabou que conversando com uma galera eu vi que ia rolar rolê para um dos picos da Cordilheira dos Andes, o nome desse era Monte Chalcataya.

Eram “só” 5.421m de altitude, pra quem chegou com a cabeça estourando, achando que fosse morrer, até que não estava tão mal subir até o terceiro maior pico da cordilheira dos Andes. O único detalhe é que quando eu fechei esse rolê eu não sabia que era tão alto assim. Quanto entrei na van para chegar até a base, eu vi a galera com calça preparada, luva, botas preparadas pro gelo, vara de cabo de neve. Massa!

Eu estava com uma calça jeans, tênis pra correr no calçadão quase sem solado, 3 camisas e um gorro. Valeu? Comecei a rir na quando entrei na van, mas deu na cuca, vamo que vamo abraça o capeta e vai, dizem o capeta não gosta de frio, pra altitude que eu estava indo, tinha certeza que não iria encontra-lo. Pé na tábua e na estrada.

O estrada para o monte era bem estreita no início, o percurso total até a base dava mais ou menos uns 35km. No inicio era muita terra batida mas a medida que ia subindo até chegar a base a vista ia ficando mais bonita, La Paz cada vez mais grandiosa.

I see lhamas!

A medida que os quilômetros iam passando o “monte branco, Chalcataya” ficava mais perto, e a preparação pro chá e as sorijchi pills também rs!

Monte Chalcataya ao fundo.

Chegando na base a galera começou a preparação, pois a caminhada era longa. Tinha uma senhorinha boliviana que subia todos os finais de semana com os turistas e aquilo pra ela era um passeio, ela tinha 67 anos, subia o monte com o sorrisão no rosto, felicidade estampada. Encontrei 2 brasileiros na base, eles não conseguiram pois a falta de ar foi muito forte e tiveram que abortar a missão. A subida foi até digamos que tranquila, mas chegando proximo ao topo cada passo que dava ficava mais difícil, mas quando olhava pra trás, a vista dava uma nova carga no nos pulmões.

Um pouco mais da metade para o pico.

 

As folhas de coca eram as parceiras inseparáveis na subida, não parava de mascar, estava me sentindo quase um cavalo pastando na fazendo do meu avó, a boca toda verde, mato entre os dentes mas a coca estava deixando tudo “tranquilo e favorável” e facilitou bastante a subida.

Ta aí, no final deu tudo certo, demorou um pouco pra chegar ao topo mas a vista e a energia é recompensadora no final. A galera não consegue ficar muito tempo no topo, nem eu consegui também pela altitude, maioria turistas, ninguém muito acostumado com a altitude eu principalmente haha, mas valeu o contato, os perrengues, o mato na boca, o colega ao lado subindo, bufando , olhando pra sua cara e rindo e você rindo da cara dele que por causa dos mato na boca rsrs, um incentivando o outro e a experiência daquele momento. Depois de tudo isso e as fotos, “bamos, bamos” descer, bater aquele rango e voltar pra cidade pra continuar o rolê. Ah sim, já ia me esquecendo o valor pra essa subida ao monte ficou beirando os 100 pesos colombianos.

Terceiro dia em La Paz

Por favor chega de altitude, vamos no plano agora. Mas antes, vamos dar uma passadinha num famoso vale chamado “Valle de La Luna”, é um passeio digamos que bem turístico que você não vai precisar de muita preparação física nem muito esforço. O vale fica a 10km do centro de La Paz pro lado sul, o maneiro desse passeio é a paisagem “lunar” que o vale tem e com a fauna e flora andina que não é possível ver no centro da cidade. Todo o vale tem 3.100 metros de altitude e 3,5km de extensão, a caminhada é um pouco complicada por causa do terreno, mas com fôlego tudo fica mais fácil.

Parceria sagaz das australianas e colombianas durante o percurso.

Ta aí o rolê no Valle De la Luna, um passei bem mais tranquilo, se você quiser ir de taxi fica em cerca de 25 pesos bolivianos e a entrada no parque é de 15 bolivianos.

Vamos pro centro!

Como o tempo era curto na Bolívia, tentei entrar em cada canto no centro da cidade, experimentar o que dava e fazer valer o tempo na capital boliviana.

Avenida Mariscal Santa Cruz, onde acontecem os principais eventos da cidade.

 

Plaza de las Armas, eu chamaria de praça dos pombos e por favor, cuidado pra não tomar uma na cabeça.

 

Palácio do Governo, também fica na praça dos pombos.

 

Passatempo entre crianças e os funcionários dos mercados e o nosso famoso “tótó”.

 

Museu que entrei por acaso, todas as peças eram feitas com essas chapas de ferro.

Fui pedir informações com esse pinguinho de gente, mas ela nem me deu muita moral.

 

Um pouco das ruelas e da arte do local.

Finalizo esse rolê com essa imagem que pra mim fez muito sentido pro pouco que conheci dessa maravilhosa cidade chamada La Paz. A cidade na qual seu lema é a “união, força, glória e paz”.
Com um povo muito sorridente, humilde e com algo que o nosso povo brasileiro tem de sobra, a fé. Mesmo com todas as dificuldades que esse povo passa, a fé é a principal fonte de energia dos bolivianos. Fica aqui o meu “hasta luego” La Paz. Tenho certeza que um pouco da paz que encontrei aqui, vou levar comigo.
Pra galera, os leitores, espero que tenham gostado do primeiro #derolê. Tentei compartilhar o máximo da viagem, infelizmente não tem como colocar tudo, mas se surgir alguma dúvida, dica que precisarem fiquem avonts.
No mais  é isso, em breve mais rolês por aí. Valeu!

Gostou?! Compartilhe!

Google + Pinterest

0 Comments

Leave a Comment

<p>Your email address will not be published. Required fields are marked *</p>

Topo